All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
Música "Story", de Brandi Carlile (a tal, do novo anúncio da Super Bock)
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Dulcynea
Estava eu na fila do supermercado, quando me dou conta do nome da rapariga da caixa.
Dulcynea.
Prontamente me lembrei da célebre Dulcineia, amada de Dom Quixote. Não, não sou profundo adepto desta personagem criada por Cervantes, mas imaginei esta rapariga ser surpreendida por uma espécie de cavaleiro pronto a mostrar-lhe estar disposto a tudo para defendê-la.
No fundo, tal como Dom Quixote fustigou moinhos de vento bradando aos sete ventos que estava a lutar com terríficos gigantes, imaginei um rapaz das entregas entrar por ali dentro, olhá-la nos olhos e dizer: "eu salvo-te, amada minha!"
E... zás! Vai de fazer em fanicos as malditas prateleiras, onde o exército das batatas lisas se havia secretamente amigado com o das batatas onduladas, num compadrinho doentio que tinha como objectivo final colocar no vermelho o colesterol da pobre Dulcynea.
Talvez um dia destes volte com mais notícias sobre Dulcynea e Dom Entregas.
Até lá, vou ali a baixo escavacar os tentáculos daqueles polvos alienígenas que este pessoal insiste em apelidar de torniquetes.
Dulcynea.
Prontamente me lembrei da célebre Dulcineia, amada de Dom Quixote. Não, não sou profundo adepto desta personagem criada por Cervantes, mas imaginei esta rapariga ser surpreendida por uma espécie de cavaleiro pronto a mostrar-lhe estar disposto a tudo para defendê-la.
No fundo, tal como Dom Quixote fustigou moinhos de vento bradando aos sete ventos que estava a lutar com terríficos gigantes, imaginei um rapaz das entregas entrar por ali dentro, olhá-la nos olhos e dizer: "eu salvo-te, amada minha!"
E... zás! Vai de fazer em fanicos as malditas prateleiras, onde o exército das batatas lisas se havia secretamente amigado com o das batatas onduladas, num compadrinho doentio que tinha como objectivo final colocar no vermelho o colesterol da pobre Dulcynea.
Talvez um dia destes volte com mais notícias sobre Dulcynea e Dom Entregas.
Até lá, vou ali a baixo escavacar os tentáculos daqueles polvos alienígenas que este pessoal insiste em apelidar de torniquetes.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Perneta
Começou por olhar para mim com um ar desconfiado.
Passou um dia, passaram dois. Devem ter passado umas duas semanas. E mesmo que eu tivesse uma guloseima na mão, desafiava-me a atirá-la para perto dele.
Depois ficava a vê-lo virar-me as costas, naquele seu andar meio em frente meio de lado, como só um cão com três patas consegue fazer.
Quando estava sol, dormia de barriga para o ar, aproveitando a ausência da pata esquerda traseira para deixar correr a brisa (imaginava eu). E não precisava de levantar nenhuma para aliviar a bexiga.
Certo dia, assim sem mais nem menos, levantou-se e, meio em frente meio de lado, veio buscar o biscoito que eu tinha na mão. E pirou-se no mesmo estilo com que, um ou dois dias depois, me deixo fazer-lhe festas. Poucas, porque um gajo cão com apenas três patas nunca sabe quando uma qualquer besta com apenas duas se vai aproveitar do facto para lhe infernizar a vida.
Por esta altura, já eu lhe chamava Perneta sempre que o via, ao ponto de acreditar que ele já sabia que eu estava a falar com ele. Pelo menos ficava contente quando me via de manhã, abanando o rabo de uma forma que, por só ter três patas, dava ideia de o obrigar a abanar meio corpo. E eu ficava contente quando não o via à noite, principalmente nas noites frias ou de chuva, pois sabia que, na companhia do Magrinho, tinha encontrado sítio para se abrigar.
Há dois dias, entre lágrimas, a Tânia disse-me que o Perneta tinha sido encontrado morto, perto do cemitério que fica na zona onde vivo.
Eu respirei fundo e tentei estancar a água que lhe corria dos olhos.
Agora, todos os dias de manhã ao sair de casa, sou eu quem chora em silêncio. Rodeado por sem abrigo de quatro patas e sentindo a falta de um que apenas precisou de três para cativar-me.
Passou um dia, passaram dois. Devem ter passado umas duas semanas. E mesmo que eu tivesse uma guloseima na mão, desafiava-me a atirá-la para perto dele.
Depois ficava a vê-lo virar-me as costas, naquele seu andar meio em frente meio de lado, como só um cão com três patas consegue fazer.
Quando estava sol, dormia de barriga para o ar, aproveitando a ausência da pata esquerda traseira para deixar correr a brisa (imaginava eu). E não precisava de levantar nenhuma para aliviar a bexiga.
Certo dia, assim sem mais nem menos, levantou-se e, meio em frente meio de lado, veio buscar o biscoito que eu tinha na mão. E pirou-se no mesmo estilo com que, um ou dois dias depois, me deixo fazer-lhe festas. Poucas, porque um gajo cão com apenas três patas nunca sabe quando uma qualquer besta com apenas duas se vai aproveitar do facto para lhe infernizar a vida.
Por esta altura, já eu lhe chamava Perneta sempre que o via, ao ponto de acreditar que ele já sabia que eu estava a falar com ele. Pelo menos ficava contente quando me via de manhã, abanando o rabo de uma forma que, por só ter três patas, dava ideia de o obrigar a abanar meio corpo. E eu ficava contente quando não o via à noite, principalmente nas noites frias ou de chuva, pois sabia que, na companhia do Magrinho, tinha encontrado sítio para se abrigar.
Há dois dias, entre lágrimas, a Tânia disse-me que o Perneta tinha sido encontrado morto, perto do cemitério que fica na zona onde vivo.
Eu respirei fundo e tentei estancar a água que lhe corria dos olhos.
Agora, todos os dias de manhã ao sair de casa, sou eu quem chora em silêncio. Rodeado por sem abrigo de quatro patas e sentindo a falta de um que apenas precisou de três para cativar-me.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Acabado de chegar de Alvalade
Vou ao Estádio desde os 9 anos de idade, apoiar o Sporting.
E se vos disser que não me recordo de, em 22 anos de bancada, ter visto uma coisa assim?
Faltam-me palavras nesta altura em que a minha cabeça é ainda um latejar de emoções.
Vou ficar-me por um obrigado a todos quantos me proporcionaram uma noite inesquecível.
E um obrigado especial à minha mulher, que depois de encaixar cinco batatinhas me deu uma tremenda lição de desportivismo (eu tenho desculpa. Sou futebolísticamente doente, ehehehe)
E se vos disser que não me recordo de, em 22 anos de bancada, ter visto uma coisa assim?
Faltam-me palavras nesta altura em que a minha cabeça é ainda um latejar de emoções.
Vou ficar-me por um obrigado a todos quantos me proporcionaram uma noite inesquecível.
E um obrigado especial à minha mulher, que depois de encaixar cinco batatinhas me deu uma tremenda lição de desportivismo (eu tenho desculpa. Sou futebolísticamente doente, ehehehe)
terça-feira, 15 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Viva o momento, Now!
Se eu mandasse, esta merda dava despedimento com justa causa...
Mail para a VODAFONE a pedir cancelamento do contrato.
Cancelamento de contrato- telefone 914504626
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles
RESPOSTA DA VODAFONE
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt
Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.
PS: Para dúvidas relacionadas com o serviço yorn o mail de apoio ao cliente é Heeellp@Yorn.net <mailto: Heeellp@Yorn.net> mailto:Heeellp@Yorn.net >>.
NOVO MAIL DO CLIENTE
Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.
Mail para a VODAFONE a pedir cancelamento do contrato.
Cancelamento de contrato- telefone 914504626
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles
RESPOSTA DA VODAFONE
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt
Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.
PS: Para dúvidas relacionadas com o serviço yorn o mail de apoio ao cliente é Heeellp@Yorn.net <mailto: Heeellp@Yorn.net> mailto:Heeellp@Yorn.net >>.
NOVO MAIL DO CLIENTE
Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Uma questão de bolhas II

Há quem goste de bebidas com gás. E há quem não goste.
Eu gosto. Muito.
Precisamente por gostar muito de bebidas com gás, várias vezes apelidadas de refrigerantes, é que me irrita solenemente que as pessoas não façam um esforço para tentar distinguir as coisas.
Não vou entrar numa discussão sobre qual a melhor, mas acho quase inacreditável alguém dizer-me que "Coca-Cola e Pepsi é a mesma coisa". Pior ainda, recuso-me a aceitar que, quando vou a um restaurante, peça Coca-Cola e me tragam Pepsi. É a mesma merda que pedir batatas fritas e trazerem-me batatas cozidas e salteadas em manteiga.
Como é fácil de entender, quando o empregado resolve ignorar que lhe pedi Coca-Cola e me traz uma Pepsi, o resultado é sempre o mesmo: "eu pedi-lhe Coca-Cola". Perfeito, perfeito, é quando a presunção do dito empregado o leva a trazer-me a garrafa já aberta, deixando-me a imaginar quem é que vai beber a maldita Pepsi (que quando regressar à cozinha já não deve ter gás).
Se todas as pessoas fizessem o mesmo, por certo todos os empregados fariam o que alguns já fazem: "Uma Coca-Cola, sff"; "Só temos Pepsi". E pronto, apesar de achar triste um estabelecimento apenas molhar gargantas à base de Pepsi, agradeço e escolho outra coisa.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Uma questão de bolhas
Tenho-me esquecido de vos falar sobre um anúncio que considero bastante curioso.
Falo da publicidade ao chocolate da Nestlé, Aero.
Estão duas "madames" num escritório, se não estou em erro perto de uma fotocopiadora, e uma delas diz para a outra abrir a boca. Sem mais demoras, zás, espeta-lhe um bocado de Aero entre as bochechas. "Não mordas!", ordena-lhe enquanto trata de ocupar também a sua boca com o dito produto.
"Qué isto?", pergunta a que não conhece, e... pronto, é aqui que tudo começa, pois a explicação é "são bolhas", mas como as "madames" têm a boca cheia o som que caracteriza a resposta é "são poias".
Portanto, as duas têm a boca cheia de poias e, pior, estão a deliciar-se.
Tanto que uma delas diz "adoro poias!", ao que a outra responde "adoro poias!".
Se não se importarem, eu cá prefiro chocolate...
Falo da publicidade ao chocolate da Nestlé, Aero.
Estão duas "madames" num escritório, se não estou em erro perto de uma fotocopiadora, e uma delas diz para a outra abrir a boca. Sem mais demoras, zás, espeta-lhe um bocado de Aero entre as bochechas. "Não mordas!", ordena-lhe enquanto trata de ocupar também a sua boca com o dito produto.
"Qué isto?", pergunta a que não conhece, e... pronto, é aqui que tudo começa, pois a explicação é "são bolhas", mas como as "madames" têm a boca cheia o som que caracteriza a resposta é "são poias".
Portanto, as duas têm a boca cheia de poias e, pior, estão a deliciar-se.
Tanto que uma delas diz "adoro poias!", ao que a outra responde "adoro poias!".
Se não se importarem, eu cá prefiro chocolate...
segunda-feira, 31 de março de 2008
E se eu fosse mosca? ou A tremenda atracção pela morte
Dei comigo a pensar que as moscas cavam a sua própria sepultura ou, melhor dizendo, cultivam a sua própria bordoada final.
Apesar daqueles olhos encavalitados no alto da tola, que supostamente lhes permitem ver os movimentos alheios destinados a "fazer-lhes a folha" (hum, há quanto tempo não dizia ou ouvia isto), as moscas são, e peço desculpa a todas as moscas, umas repimpadas bestas, incapazes de perceber que lhes abrimos uma porta ou uma janela e lhes estamos a dar hipótese de carregar o seu irritante bzzzzzzz para longe.
Numa comparação rápida, imaginem-se a andar (sim, podem estar a dirigir-se para onde quiserem).
Quando dão por vocês, estão meio perdidos, num bairro com má cara.
Começam a andar às voltas, enquanto despertam os olhares dos gandulos que por lá habitam.
bzzz bzzz
Num ápice (adoro a palavra ápice. Dá-me um ar anos 30), estão a ser seguidos por três ou quatro marmanjos com ar de quem vos vai dar uma coça.
bzzz bzzz
Vão ziguezagueando (adoro a palavra ziguezaguear, principalmente porque certas pessoas se atrapalham a dizê-la) até que se vêem encurralados num beco.
bzzz bzzz
Enrascados, atiram-se contra uma parede, na esperança que o prédio ceda
bzzz bzzz
Correm para o outro lado, cabum, mais uma infrutífera ombrada no cimento.
bzzz bzzz
Os mânfios começam a fechar o círculo, mas há um deles que abre deliberadamente passagem. "Vá, meu. Baza e não voltes a aparecer por aqui".
bzzz bzzz
Mas vocês estão surdos e atiram-se ainda com mais força contra a parede. Uma, e outra vez.
bzzz bzzz
Os mânfios estão atónitos, com tanta estupidez.
Até que, fartos de vos aturar, dão-vos uma coça do tamanho da lista de quecas da Cicciolina (se forem porreiros, ficam-se pela lista de namorados da Elsa Raposo) e deixam-vos esborrachados no chão.
E não me venham cá dizer que é o destino...
Apesar daqueles olhos encavalitados no alto da tola, que supostamente lhes permitem ver os movimentos alheios destinados a "fazer-lhes a folha" (hum, há quanto tempo não dizia ou ouvia isto), as moscas são, e peço desculpa a todas as moscas, umas repimpadas bestas, incapazes de perceber que lhes abrimos uma porta ou uma janela e lhes estamos a dar hipótese de carregar o seu irritante bzzzzzzz para longe.
Numa comparação rápida, imaginem-se a andar (sim, podem estar a dirigir-se para onde quiserem).
Quando dão por vocês, estão meio perdidos, num bairro com má cara.
Começam a andar às voltas, enquanto despertam os olhares dos gandulos que por lá habitam.
bzzz bzzz
Num ápice (adoro a palavra ápice. Dá-me um ar anos 30), estão a ser seguidos por três ou quatro marmanjos com ar de quem vos vai dar uma coça.
bzzz bzzz
Vão ziguezagueando (adoro a palavra ziguezaguear, principalmente porque certas pessoas se atrapalham a dizê-la) até que se vêem encurralados num beco.
bzzz bzzz
Enrascados, atiram-se contra uma parede, na esperança que o prédio ceda
bzzz bzzz
Correm para o outro lado, cabum, mais uma infrutífera ombrada no cimento.
bzzz bzzz
Os mânfios começam a fechar o círculo, mas há um deles que abre deliberadamente passagem. "Vá, meu. Baza e não voltes a aparecer por aqui".
bzzz bzzz
Mas vocês estão surdos e atiram-se ainda com mais força contra a parede. Uma, e outra vez.
bzzz bzzz
Os mânfios estão atónitos, com tanta estupidez.
Até que, fartos de vos aturar, dão-vos uma coça do tamanho da lista de quecas da Cicciolina (se forem porreiros, ficam-se pela lista de namorados da Elsa Raposo) e deixam-vos esborrachados no chão.
E não me venham cá dizer que é o destino...
Está lá, Está lá!
É impressionante o que 10 minutos de convivência com uma criança de três anos podem fazer à nossa mente.
Se a essa criança juntarem um DVD da Bebé Lili, um leitor de DVD, e uma televisão; se entretanto essa criança começar a cantar e a dançar, com o nariz a um palmo do ecrã, e se pedir para repetirem a música de que tanto gosta uma segunda vez... o resultado pode ser uma segunda-feira em que dão por vocês a cantarolar alarvemente "Está lá, Está lá, Quero falar com o meu papá".
Se a essa criança juntarem um DVD da Bebé Lili, um leitor de DVD, e uma televisão; se entretanto essa criança começar a cantar e a dançar, com o nariz a um palmo do ecrã, e se pedir para repetirem a música de que tanto gosta uma segunda vez... o resultado pode ser uma segunda-feira em que dão por vocês a cantarolar alarvemente "Está lá, Está lá, Quero falar com o meu papá".
sexta-feira, 28 de março de 2008
Fim-de-semana alternativo
Se este fim-de-semana estiverem por Lisboa e gostarem de feiras, mais precisamente de feiras esotéricas e alternativas, aproveitem uma destas sugestões (ou as duas).
Em Oeiras, na Fundição dessa bela localidade, acontece a Feira Esotérica e Bio Alternativa. Começa hoje e termina no dia 6 de Abril, tendo para oferecer, entre outras coisas, Astrologia, Buzios, Cartomância, Exorcistas, Médiuns, Reiki, Tarot, Artesanato Místico, Material Esotérico, Danças Orientais, Bioernergias.
Durante menos dias, mas começando também hoje (termina depois de amanhã, ou seja domingo, ou seja, dia 30 de Março), estará em destaque a Feira Lisboa Alternativa.
O local escolhido para acolher a iniciativa foi a Coordoaria Nacional, e o lema é "mostra de modos de vida alternativos". Se lá forem, esperam-vos Workshops (Culinária Vegetariana, Ikebana, Origami, Reiki, entre outros), várias aulas e exibições (das artes marciais às danças orientais), palestras (alimentação natural, meditação, cura pelas plantas, etc) e, acredito eu, barraquinhas de artesanato e comidas gostosas.
Em Oeiras, na Fundição dessa bela localidade, acontece a Feira Esotérica e Bio Alternativa. Começa hoje e termina no dia 6 de Abril, tendo para oferecer, entre outras coisas, Astrologia, Buzios, Cartomância, Exorcistas, Médiuns, Reiki, Tarot, Artesanato Místico, Material Esotérico, Danças Orientais, Bioernergias.
Durante menos dias, mas começando também hoje (termina depois de amanhã, ou seja domingo, ou seja, dia 30 de Março), estará em destaque a Feira Lisboa Alternativa.
O local escolhido para acolher a iniciativa foi a Coordoaria Nacional, e o lema é "mostra de modos de vida alternativos". Se lá forem, esperam-vos Workshops (Culinária Vegetariana, Ikebana, Origami, Reiki, entre outros), várias aulas e exibições (das artes marciais às danças orientais), palestras (alimentação natural, meditação, cura pelas plantas, etc) e, acredito eu, barraquinhas de artesanato e comidas gostosas.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Acordar
Adoro acordar ao teu lado.
Custa, quando tenho que levantar-me primeiro, deixando o teu calor que é nosso num beijo ensonado.
Custa, quando te levantas primeiro e, num estado em que nem estou a dormir nem acordado, te ouço arranjar e imagino o quão bonita estarás.
Adoro acordar ao teu lado.
Ver-te sorrir num abraço apertado, mesmo sabendo que isso é meio caminho andando para chegar atrasado ou termos que alterar o que tínhamos combinado.
Custa, quando tenho que levantar-me primeiro, deixando o teu calor que é nosso num beijo ensonado.
Custa, quando te levantas primeiro e, num estado em que nem estou a dormir nem acordado, te ouço arranjar e imagino o quão bonita estarás.
Adoro acordar ao teu lado.
Ver-te sorrir num abraço apertado, mesmo sabendo que isso é meio caminho andando para chegar atrasado ou termos que alterar o que tínhamos combinado.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Amêndoas da Páscoa
Há de várias cores, feitios, doçuras, cobertura e recheio.
Assim sendo, e como prémio para todos aqueles que gastam alguns minutos dos seus dias e, por consequência, das suas vidas a ler o que aqui me apetece escrever, resolvi partilhar o meu saquinho de amêndoas musicais.
No fundo, aliciar-vos a descobrir as canções que actualente mais vezes ouço e que, digo eu, são umas valentes malhas!
Those Dancing Days, Hitten (recheio de felicidade)
Hércules & Love Affair, Blind (recheio o que é que se passa que eu não consigo parar de dançar?)
The National, Mistaken for Strangers (recheio o rock é mem'bom)
Sons & Daughters, Gilt Complex (recheio oh tempo, volta pra trás)
Keren Ann, Lay Your Head Down (recheio bora lá fazer bebés)
Operator Please, Leave it Alone (recheio energético)
Chromatics, Night Drive (recheio eu ouço coisas cheias de pinta)
Rita Redshoes, Once I Find You (recheio do melhor feito em Portugal)
Digitalism, Idealistic (recheio a tua pastilha bate mais que a minha)
Beirut, My Night With the Prostitute From Marseille (versão da Natalie Portman’s Mixtape) (recheio faz-me viajar)
The Cinematics, Break (recheio uma noite no Bairro Alto)
Belle & Sebastian, Baby Jane (recheio temos nome de desenho animado, mas cantamos melhor que o Rod Stewart uma música que ele inventou)
Assim sendo, e como prémio para todos aqueles que gastam alguns minutos dos seus dias e, por consequência, das suas vidas a ler o que aqui me apetece escrever, resolvi partilhar o meu saquinho de amêndoas musicais.
No fundo, aliciar-vos a descobrir as canções que actualente mais vezes ouço e que, digo eu, são umas valentes malhas!
Those Dancing Days, Hitten (recheio de felicidade)
Hércules & Love Affair, Blind (recheio o que é que se passa que eu não consigo parar de dançar?)
The National, Mistaken for Strangers (recheio o rock é mem'bom)
Sons & Daughters, Gilt Complex (recheio oh tempo, volta pra trás)
Keren Ann, Lay Your Head Down (recheio bora lá fazer bebés)
Operator Please, Leave it Alone (recheio energético)
Chromatics, Night Drive (recheio eu ouço coisas cheias de pinta)
Rita Redshoes, Once I Find You (recheio do melhor feito em Portugal)
Digitalism, Idealistic (recheio a tua pastilha bate mais que a minha)
Beirut, My Night With the Prostitute From Marseille (versão da Natalie Portman’s Mixtape) (recheio faz-me viajar)
The Cinematics, Break (recheio uma noite no Bairro Alto)
Belle & Sebastian, Baby Jane (recheio temos nome de desenho animado, mas cantamos melhor que o Rod Stewart uma música que ele inventou)
quarta-feira, 19 de março de 2008
Lamentável...
"Caros Colegas,
Informamos que se encontra no Serviço Externo uma palete de chocolates, que podem e devem ir buscar!
Cumprimentos"
Este foi o e-mail enviado para todos os funcionários, há coisa de 45 minutos (está na moda dizer "há 45 minutos atrás", no fundo como se o verbo haver não estivesse ali a fazer nada, mas façam como eu e lembrem-se que são portugueses, não ingleses ou americanos, e que escusam por isso de utilizar o "atrás" à laia do "ago").
Este foi também o e-mail que me permitiu assistir a uma mitragem tamanho XXL.
Desci com mais três colegas meus, e quando chegamos à zona do serviço externo deparamo-nos com pessoas, talvez entusiasmadas por uma leitura rápida do e-mail, a carregarem caixas que compunham a tal palete.
Portanto, em vez de levarem cada um uma embalagem de Côte d'Or, cada um carregava uma caixa com 20 embalagens!
Enfurecido, o Luís, do serviço externo, dizia em voz alta que aquilo era uma vergonha, que assim não há palete que resista e que havia pessoal a carregar os carros com caixas de chocolate (isto está mau para todos, e quando se sai daqui tem que se ir vender chocolates. Ou será a pensar na Páscoa?). "Ainda bem que as câmaras estão a filmar tudo!", disse o mesmo Luís enfurecido, que se calhar nem tinha tido tempo para ver o tal e-mail causador deste movimento de mitragem achocolatada.
Nós resolvemos então agarrar numa caixa e trazer para o pessoal do departamento, mas a Paula, que entretanto acabava de chegar, decidiu contrariar o nosso "Paula, nós levamos aqui para distribuir por todos", e enfrentar o Luís tão enforecido quanto impotente para travar a marcha, com um "ah, mas eu tenho quatro filhos e está aí a Páscoa!" (pronto, afinal a culpa é da Páscoa).
"Coelhinho se eu fosse como tu, tirava a mão da boca e metia a mão no..."
Informamos que se encontra no Serviço Externo uma palete de chocolates, que podem e devem ir buscar!
Cumprimentos"
Este foi o e-mail enviado para todos os funcionários, há coisa de 45 minutos (está na moda dizer "há 45 minutos atrás", no fundo como se o verbo haver não estivesse ali a fazer nada, mas façam como eu e lembrem-se que são portugueses, não ingleses ou americanos, e que escusam por isso de utilizar o "atrás" à laia do "ago").
Este foi também o e-mail que me permitiu assistir a uma mitragem tamanho XXL.
Desci com mais três colegas meus, e quando chegamos à zona do serviço externo deparamo-nos com pessoas, talvez entusiasmadas por uma leitura rápida do e-mail, a carregarem caixas que compunham a tal palete.
Portanto, em vez de levarem cada um uma embalagem de Côte d'Or, cada um carregava uma caixa com 20 embalagens!
Enfurecido, o Luís, do serviço externo, dizia em voz alta que aquilo era uma vergonha, que assim não há palete que resista e que havia pessoal a carregar os carros com caixas de chocolate (isto está mau para todos, e quando se sai daqui tem que se ir vender chocolates. Ou será a pensar na Páscoa?). "Ainda bem que as câmaras estão a filmar tudo!", disse o mesmo Luís enfurecido, que se calhar nem tinha tido tempo para ver o tal e-mail causador deste movimento de mitragem achocolatada.
Nós resolvemos então agarrar numa caixa e trazer para o pessoal do departamento, mas a Paula, que entretanto acabava de chegar, decidiu contrariar o nosso "Paula, nós levamos aqui para distribuir por todos", e enfrentar o Luís tão enforecido quanto impotente para travar a marcha, com um "ah, mas eu tenho quatro filhos e está aí a Páscoa!" (pronto, afinal a culpa é da Páscoa).
"Coelhinho se eu fosse como tu, tirava a mão da boca e metia a mão no..."
segunda-feira, 17 de março de 2008
eu tenho mesmo que partilhar o meu local de trabalho com estas pessoas!!??
Regresso ao trabalho, depois de almoço.
Elevador.
Entra a sra 1. Depois a sra 2. Entro eu. E entra o sr.
Acesos os pisos 2, 3 e 4, onde eu sairei.
"A viagem vai ser longa", penso.
A porta começa a fechar.
"Então, como é que tu estás?", pergunta o sr à sra 1.
"Hoje não estou muito bem, não", responde ela.
"Tás como o tempo", diz ele
"Hummm", grunhe ela.
"O tempo está mais de neura", intomete-se a sra 2
"opah...", diz a sra 1. "E tu, como é que estás?", pergunta ela ao sr.
"Eu estou muito bem! Até vou já para casa"
"Mas vais ser operado!?!", alarma-se a sra 1.
"Não, vou para casa. Vou agora buscar as minhas coisas e vou-me embora", diz ele.
chegamos ao 2º piso, onde a alarmada sra 1 tem que sair
"mas vais ser operado em casa?!?", insiste a sra 1.
"Não! Eu disse que estou bem, tão bem que até vou já para casa", diz o sr.
A sra 1 faz um compasso de espera e despede-se com um "ah! então as melhoras!"
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Elevador.
Entra a sra 1. Depois a sra 2. Entro eu. E entra o sr.
Acesos os pisos 2, 3 e 4, onde eu sairei.
"A viagem vai ser longa", penso.
A porta começa a fechar.
"Então, como é que tu estás?", pergunta o sr à sra 1.
"Hoje não estou muito bem, não", responde ela.
"Tás como o tempo", diz ele
"Hummm", grunhe ela.
"O tempo está mais de neura", intomete-se a sra 2
"opah...", diz a sra 1. "E tu, como é que estás?", pergunta ela ao sr.
"Eu estou muito bem! Até vou já para casa"
"Mas vais ser operado!?!", alarma-se a sra 1.
"Não, vou para casa. Vou agora buscar as minhas coisas e vou-me embora", diz ele.
chegamos ao 2º piso, onde a alarmada sra 1 tem que sair
"mas vais ser operado em casa?!?", insiste a sra 1.
"Não! Eu disse que estou bem, tão bem que até vou já para casa", diz o sr.
A sra 1 faz um compasso de espera e despede-se com um "ah! então as melhoras!"
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
sexta-feira, 14 de março de 2008
Esterilizar? Depende...

É uma das notícias do dia e é, confesso, uma das que mais está a irritar-me nos últimos tempos.
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, sob o pretexto de estar preocupado com sucessivas notícias de ataques de cães a pessoas, tem em fase de apreciação um despacho que proíbe a criação, importação e comercialização de cães considerados perigosos ou potencialmente perigosos, a saber: Tosa Inu, Pit Bull, Rottweiller, Dogue Argentino, Cão de Fila Brasileiro, Staffordshire terrier americano e Staffordshire bull terrier.
Se o diploma for aprovado, vão ser esterilizados os cães destas raças e, como está bom de ver, pensa-se que as mesmas deixarão de existir em Portugal.
Quanto a este despacho, só tenho uma coisa a dizer: é uma cretinisse! É, uma vez mais, tentar atirar areia para os olhos do povo, que apesar de ter menos analfbetos do que no tempo do Salazar (cujos cartazes, estilo art pop, tornam Lisboa menos luminosa) vai por certo achar que esta é uma óptima medida.
Uma óptima medida, era meter no saco os filhos de uma repimpada puta que organizam lutas de cães, que os criam à base de pancada para os tornarem agressivos e violentos, que roubam outros cães para servirem de saco de porrada nos treinos das "suas feras"!
Contra isto nada é feito, apesar das autoridades terem mais do que referenciados os nomes dos montes de merda que gerem estes coliseus modernos. Ou vão dizer-me que revistas e canais de televisão fazem reportagens, mas a polícia não consegue descobrir nada?
Sim, sr. Ministro, é boa ideia esterilizar, não os cães mas muitas espécies de "animais sociais" que me parecem mais perigosos que os de quatro patas. Não ladram. Não mordem. Mas matam. E roubam. Cães e pessoas.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Haverá outro 25 de Abril?

Costuma dizer-se que eu e outros da minha idade, somos filhos da revolução.
Que crescemos a respirar os novos ares, resultantes do Abril de 74.
Passaram mais de trinta anos sobre essa data, e é precisamente numa altura em que me preparo para celebrar 31 primaveras que assisto à maior manifestação de que tenho memória.
Será, certamente, a maior manifestação de sempre no que toca à educação, embora na minha caixinha de memórias que vale a pena abrir, continue a guardar com carinho especial as manifestações contra a PGA, mesmo tendo em conta que nessa altura eu ainda estava longe de ter que fazer tal exame, longe o suficiente para ter evitado sentar-me no meio da estrada repetidas vezes, desafiando a paciência e as bastonadas dos "sôres polícias".
No passado sábado, dia 8 de Março de 2008, 100 mil professores invadiram a baixa da capital e marcharam, de forma indignada, contra a ministra e os seus novos métodos de avaliação dos docentes (digo desde já que não me parece mal existirem avaliações, desde que feitas com critérios justos. Aliás, se essas avaliações justas existissem em todas as empresas e instituições, eu por certo estaria a ganhar mais, mas isso é outra conversa, até porque, dizem, isto está mau para todos e eu até tenho muita sorte em ter trabalho e contrato e ordenado e as regalias que tantos outros não têm. Ainda se isto me fosse dito por um desempregado...).
Adiante... Mais do que um interessante movimento capaz de demonstrar união de uma classe trabalhadora, mesmo que depois alguns dos que marcharam unidos possam vir a contribuir para a nota negativa do colega (trabalho é trabalho, conhaque é conhaque), quer-me parecer que o reunir de tanta gente nas ruas significa mais do que um protesto contra a avaliação dos professores.
Parece-me, isso sim, que as pessoas estão cada vez mais cansadas. Fartas, mesmo. E o enfartanço é tal, que poderá ser resumido num "estão fartas de quase tudo". Talvez por isso tenham sido 100 mil, num sinal claro, digo eu, de que o tempo de José Sócrates está a esgotar-se.
O problema, digo eu novamente, é o que se seguirá, pois o que tenho visto nos meus 31% de um século de vida mostra que o descontentamente tem memória curta. Que o partido que "enterrou tudo" volta a ser fixe passados quatro anos, e que assim continuamos num dança das cadeiras em que os cus vão variando, mas as flatulências que libertam cheiram praticamente ao mesmo.
segunda-feira, 10 de março de 2008
O que fazemos contigo, Paulo Bento?
Tenho evitado usar o blog para escrever sobre futebol, embora seja uma vontade que me corre nas veias. Mesmo tendo em conta o campeonato miserável que o meu Sporting está a fazer.E é precisamente mais uma jornada que se crava no peito como se de um punhal afiado se tratasse, que me leva a teorizar um bocado e, porque não dizê-lo, a tentar exorcizar esta dor que é por certo extensível a qualquer leão que se preze.
Depois da derrota de ontem, em Guimarães, a internet foi como que inundada por sportinguistas a pedirem ao Paulo Bento que faça o mesmo que o Camacho, ou seja, peça a demissão. Eu espero que isso não aconteça.
É verdade, estamos a 20 pontos do FC Porto, e esta noite podemos ficar em sexto, caso o Belenenses ganhe ao Boavista. É, basicamente, a classificação mais miserável de que tenho memória, mas... despedir o Paulo Bento não me parece solução. Pelo menos nesta altura.
Provavelmente, com o evoluir do campeonato e o cavar do fosso para o primeiro classificado, quem dirige a nossa equipa agarrou-se de unhas e dentes às outras competições: Taça de Portugal, Taça da Liga e o sonho de fazer uma graçola na UEFA. Sem esquecer o 2º lugar, que dá entrada directa na Liga dos Campeões.
Acontece que não temos matéria humana (em qualidade e quantidade) para combater em quatro frentes, isto apesar de já termos chegado à final da Taça da Liga (raios ma'partam se não encavamos bem encavados os palermas do sado e o falso modesto que os treina), estarmos a um derby da final da Taça, com um pé nos quartos-de-final da UEFA e a diferença recuperável do segundo lugar.
Claro que o Paulo Bento tem parte da culpa.
Por exemplo, não se entende o porquê de, tendo em conta que não quer abdicar da sua táctica, ter demorado tanto a colocar o Vukcevic mais adiantado, ao lado do Liedson, insistindo primeiro no Djaló e depois no Purovic.
Também não se entende o porquê de ter ficado com alguns jogadores no plantel, casos do Farnerud e do Ronny, que seriam facilmente substituídos por alguns dos "putos" que rodam noutras equipas. Já para não falar do Paredes.
E dava jeito que existisse um pano B, uma táctica decentemente ensaiada e que nos permitisse ter outra elasticidade quado as coisas não correm bem (existem umas variações, se assim lhe podemos chamar).
É igualmente verdade que não tem culpa que a direcção do Sporting tenha sido amadora na renovação do contrato do Tello. Que não tenha aberto os cordões à bolsa para ficar com o Caneira e que tenha preferido não exercer preferência sobre o passe do Alecsandro, porque era caro.
Também não teve culpa do Derlei ter-se lesionado. Depois o Pedro Silva. Depois o Djaló. Depois o Vukcevic. Depois o Romagnoli. Depois o Liedson. E agora o Purovic. Até o puto Paez se lesionou, para nenhum dos avançados se ficar a rir (eu gostava era que alguém explicasse algumas das lesões).
Acontece que me identifico com a forma de estar do Paulo Bento. Com a frontalidade com que diz e assume as coisas. Com aquela imagem de quem prefere quebrar que torcer e que, perante as dificuldades, cerra os dentes e vai à luta. Porra, este é o espírito que nas bancadas de Alvalade se reclama e creio que ninguém pode apontar-lhe o dedo, acusando-o de ser um mosca morta como tantos outros que, na pele de treinador, já defenderam as nossas cores.
Se o homem pudesse, acredito que ia para o banco equipado e quando fosse preciso entrava ele. Mas não pode, e também não tem uma direcção que o deixa gastar dinheiro em jogadores. Por isso, quando as coisas correm mal, olha para o lado e fica com aquele ar meio atordoado, mas não vem dizer que precisa de jogadores. Trabalha com o que tem e tenta fazer das fraquezas forças. É um mérito, principalmente quando falamos de um treinador que ainda está a aprender a sê-lo.
Não era o melhor do mundo quando, no ano passado, fez do Sporting uma máquina de resolver jogos nos primeiros 10 minutos. Também não me parece que seja o pior do mundo, agora que os putos que eram o nosso orgulho se debatem com a falta de um líder em campo e parecem estar constantemente à beira de um ataque de nervos.
p.s. - algo que me diz que esta época ainda tem algo de bom guardado para nós, seguidores da religião verde e branca. Talvez seja uma besta, mas acredito nisto.
E se o sonho comanda a vida, então eu acho que esta semana vai ser uma maravilha.
Quinta-feira ganhamos 3-0 ao Bolton. O Benfica leva três, só "parati", do Getafe.
No fim-de-semana, os vitórias, de Setúbal e de Guimarães, são barrados em Paços de Ferreira e Leiria, respectivamente, enquanto o Benfica de Chalana vai definitivamente ao fundo, na visita à ilha da Madeira. Nós recebemos o Nacional, e ganhamos. E vamos todos ao Algarve ver a final da Taça da Liga.
p.s.2 - se há alguém que deveria ser posto na rua em primeiro lugar, esse dá pelo nome de Soares Franco! Estou cansado daquele discurso cheio de contradições e palermices. A última, a respeito do novo cartão de sócio, deixou-me envergonhado.
Nicolas Cage torce pelo Real Madrid

Por certo já olharam para o título deste post.
E depois olharam para a foto.
E estão confusos.
Quem parece não ter ficado nada confuso ou, eu diria antes, quem mostrou sofrer de graves retinopatias, foram os dirigentes do milionário Real Madrid, que receberam com pompa e circunstância um suposto Nicolas Cage, que mais não era do que um humorista italiano chamado Paolo Calabresi e que, à conta de uns e-mails, conseguiu ter as mordomias que teve recentemente Sylvester Stallone.
É o que dá terem os filmes todos dobrados em castelhano...
quinta-feira, 6 de março de 2008
Ser jornalista também é isto
Sexta. 19h00. Ligas a tentar marcar uma entrevista.
O futuro entrevistado diz-te que sim, que pode ser na terça.
Tu respondes que vais falar com o fotógrafo e que ligas segunda, a seguir ao almoço, para acertar a hora, e apontas logo a morada onde o trabalho vai ser feito.
Segunda. 15.20. Ligas conforme o combinado.
"Olá Fernando. Fala Pedro (bláblábláblábláblá). Estou a ligar para confirmar o trabalho para amanhã à tarde"
"Não pode ser. Surgiu um problema"
"Então..."
"O meu irmão faleceu" (com voz a indiciar um possível arranque para sessão de choro compulsivo)
"Lamento imenso..." (f***-**, esta merda não está a acontecer-me)
O futuro entrevistado diz-te que sim, que pode ser na terça.
Tu respondes que vais falar com o fotógrafo e que ligas segunda, a seguir ao almoço, para acertar a hora, e apontas logo a morada onde o trabalho vai ser feito.
Segunda. 15.20. Ligas conforme o combinado.
"Olá Fernando. Fala Pedro (bláblábláblábláblá). Estou a ligar para confirmar o trabalho para amanhã à tarde"
"Não pode ser. Surgiu um problema"
"Então..."
"O meu irmão faleceu" (com voz a indiciar um possível arranque para sessão de choro compulsivo)
"Lamento imenso..." (f***-**, esta merda não está a acontecer-me)
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Armado em gaja
Esta manhã, demorei uns 40 minutos a escolher o que vestir e ainda assim vim contrariado com a minha opção.
Basicamente, era um bom dia para ter esturricado dinheiro em compras.
E preciso de ir cortar o cabelo.
De hoje não passa.
(a vida pode ser uma tremenda futilidade...)
Basicamente, era um bom dia para ter esturricado dinheiro em compras.
E preciso de ir cortar o cabelo.
De hoje não passa.
(a vida pode ser uma tremenda futilidade...)
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Pergunta estúpida
Um estafeta vem trazer uma pilha de caixas de cartão.
São várias, tantas que o gajo tem que pedir um carrinho de mão ao serviço externo.
Quando está a entrar na garagem, aquela merda encalha e caem várias caixas.
O gajo pára, claramente com vontade de mandar um biqueiro no resto e ir-se embora.
Quando ele está a preparar-se para apanhar a primeira caixa, eis que surge um dos securitas (que sabe de cor a quem pertence cada um dos carros estacionados em todos os parques aqui da empresa) e, sem esperar, cumprimenta o gajo soltando um belíssimo:
"então, está tudo bem?"
(..........................)
São várias, tantas que o gajo tem que pedir um carrinho de mão ao serviço externo.
Quando está a entrar na garagem, aquela merda encalha e caem várias caixas.
O gajo pára, claramente com vontade de mandar um biqueiro no resto e ir-se embora.
Quando ele está a preparar-se para apanhar a primeira caixa, eis que surge um dos securitas (que sabe de cor a quem pertence cada um dos carros estacionados em todos os parques aqui da empresa) e, sem esperar, cumprimenta o gajo soltando um belíssimo:
"então, está tudo bem?"
(..........................)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
As novas Joaninhas

Como já sinto a barriga a dar horas, julguei por bem partilhar convosco uma das minhas últimas descobertas.
Aqueles que, como eu, nasceram na década de 77 e arredores, por certo cresceram a comer umas bolachas deliciosas chamadas Joaninhas. Pacotinho vermelho e transparente. Bolacha fina e rija o suficiente, coberta por uma delicada e viciante camada de chocolate.
As Joaninhas quase desapareceram do mercado, mas entretanto alguém voltou a recuperá-las e agora vendem-se nuns pacotes todos catitas, azuis, com umas joaninhas todas sorridentes.
Acontece que o sorriso é falso, e as bolachas para lá caminham, pelo menos na minha opinião, que não hesitei deitar-lhes a mão quando as vi à venda.
Entretanto, outro dia resolvi comprar uma caixa de Choco Loco Flakes, cuja imagem de marca é aquele delicioso boneco capaz de virar-se para um espremedor de citrinos e perguntar-lhe "se te trouxer uma vaca, tiras-lhe o leite?".
No fundo falamos de bolachas mascaradas de cereais, para comer ao pequeno almoço, agora com esta nova versão que promete trazer ainda mais chocolate.
Eu, como acho um desperdício encharcar bolachas em leite, tratei logo de abrir um dos pacotinhos de 6 (a dose recomendada) mal coloquei as compras no carro.
E eis que, num verdadeiro momento de magia, voltei a sentir o sabor das velhas Joaninhas.
É por estas e por outras
Uma semana sem escrever, motivada por um regresso às aulas.
Estão por cá uns americanos a ministrar um curso, o NewsPlex, basicamente virado para o jornalismo online, que vai de técnicas de escrita aos programas que nos permitem fazer videoclipes e/ou notícias para alimentar um site noticioso.
Gostei, claramente. Estou até tentado a adquirir um dos programas para poder começar a criar os meus próprios videos, mas confesso que fiquei chocado com uma das revelações.
Não que eu não tivesse noção de que ainda somos um país bastante analfabeto, mas tinha séria esperança que a nova geração pudesse alterar as coisas.
Infelizmente, e logo na primeira aula, levo com um estudo que mostra que, numa faixa etária entre os 14 e os 24, apenas 9% dos portugueses lêem (já nem digo compram, porque o que não faltam são gratuitos) jornais, em comparação com uns aproximadamente 80% nos países escandinavos.
Enfim, mas acreditemos que tudo vai acabar bem com um sms a dizer "a nha gente rula!".
Estão por cá uns americanos a ministrar um curso, o NewsPlex, basicamente virado para o jornalismo online, que vai de técnicas de escrita aos programas que nos permitem fazer videoclipes e/ou notícias para alimentar um site noticioso.
Gostei, claramente. Estou até tentado a adquirir um dos programas para poder começar a criar os meus próprios videos, mas confesso que fiquei chocado com uma das revelações.
Não que eu não tivesse noção de que ainda somos um país bastante analfabeto, mas tinha séria esperança que a nova geração pudesse alterar as coisas.
Infelizmente, e logo na primeira aula, levo com um estudo que mostra que, numa faixa etária entre os 14 e os 24, apenas 9% dos portugueses lêem (já nem digo compram, porque o que não faltam são gratuitos) jornais, em comparação com uns aproximadamente 80% nos países escandinavos.
Enfim, mas acreditemos que tudo vai acabar bem com um sms a dizer "a nha gente rula!".
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
O dia dos namorados e uma prenda para os solteiros (principalmente sofredores)
Dia de S. Valentim.
A história convida-nos a viajar no tempo, mais precisamente até ao séc. III d.C onde, supostamente, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos de forma a angariar mais soldados para as frentes das suas batalhas, sendo o decreto imperial violado por um sacerdote, o tal de Valentim, que realizou vários casamentos em segredo.
Se é verdade, se é mentira, não sei. Sei é que o nome Valentim acabou por ser associado aos namorados e ao seu dia, para mal dos pecados de muito boa gente que diz odiar esta data (e eu concordo que as montras cheias de macacadas e corações, e os pacotes dos hotéis que tentam impingir noites românticas a preços que depois vão provocar desavenças conjugais, tiram qualquer um do sério).
Eu não odeio esta data. Aliás, a minha postura face a este dia sempre foi de alguma indiferença até ter encontrado a mulher com quem, entretanto, casei. Basicamente, acho que percebi o melhor que um dia destes pode ter: ter mais um pretexto para mimar a pessoa que se ama (a propósito da palavra amar, é realmente impressionante o facto de ser muito complicado encontrar um postaleco onde possa ler-se "amo-te". O "adoro-te" está, claramente, em alta, o que até pode nem ser mau, pois evita o uso do dito "amo-te" só porque sim).
Tal como há dia da mãe, dia do pai, dia dos avós, dia da criança, não vejo realmente problema em existir um dia dos namorados.
Já agora, e pensando naquelas pessoas que dizem não gostar do dia simplesmente porque não têm namorada/o neste momento, e mais ainda naquelas que estão a lamber as feridas de uma recente derrapagem amorosa, deixo-vos uma musiquinha mesmo, mesmo, mesmo à maneira que, espero eu, servirá para vos lembrar que o melhor é sempre guardar o que de bom deu o passado, levantar a cabeça e seguir em frente.
Até porque, de trombil no chão, corres o risco de deixar passar quem vai ser capaz de acelerar-te o coração! Yo! (apeteceu-me)
A música intitula-se Your Ex-Lover Is Dead, pertence ao álbum Set Yourself on Fire, e é cantada por um casal de canadianos (mais uns a ter em conta) chamados Stars. Espreitem no Youtube, e deixem-se de mariquices.
A história convida-nos a viajar no tempo, mais precisamente até ao séc. III d.C onde, supostamente, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos de forma a angariar mais soldados para as frentes das suas batalhas, sendo o decreto imperial violado por um sacerdote, o tal de Valentim, que realizou vários casamentos em segredo.
Se é verdade, se é mentira, não sei. Sei é que o nome Valentim acabou por ser associado aos namorados e ao seu dia, para mal dos pecados de muito boa gente que diz odiar esta data (e eu concordo que as montras cheias de macacadas e corações, e os pacotes dos hotéis que tentam impingir noites românticas a preços que depois vão provocar desavenças conjugais, tiram qualquer um do sério).
Eu não odeio esta data. Aliás, a minha postura face a este dia sempre foi de alguma indiferença até ter encontrado a mulher com quem, entretanto, casei. Basicamente, acho que percebi o melhor que um dia destes pode ter: ter mais um pretexto para mimar a pessoa que se ama (a propósito da palavra amar, é realmente impressionante o facto de ser muito complicado encontrar um postaleco onde possa ler-se "amo-te". O "adoro-te" está, claramente, em alta, o que até pode nem ser mau, pois evita o uso do dito "amo-te" só porque sim).
Tal como há dia da mãe, dia do pai, dia dos avós, dia da criança, não vejo realmente problema em existir um dia dos namorados.
Já agora, e pensando naquelas pessoas que dizem não gostar do dia simplesmente porque não têm namorada/o neste momento, e mais ainda naquelas que estão a lamber as feridas de uma recente derrapagem amorosa, deixo-vos uma musiquinha mesmo, mesmo, mesmo à maneira que, espero eu, servirá para vos lembrar que o melhor é sempre guardar o que de bom deu o passado, levantar a cabeça e seguir em frente.
Até porque, de trombil no chão, corres o risco de deixar passar quem vai ser capaz de acelerar-te o coração! Yo! (apeteceu-me)
A música intitula-se Your Ex-Lover Is Dead, pertence ao álbum Set Yourself on Fire, e é cantada por um casal de canadianos (mais uns a ter em conta) chamados Stars. Espreitem no Youtube, e deixem-se de mariquices.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
o meu primeiro álbum de 2008 (para já)

Ando musicalmente feliz.
Também ando amorosamente feliz, mas disso falamos daqui por dois dias.
Depois de ter encontrado uma música para tornar solarengas todas e quaisquer segundas-feiras, encontrei um disco que estará entre os meus preferidos de 2008.
Intitula-se Yes Yes Vindictive, é obra de uns australianos chamados Operator Please, e por enquanto só pode ser comprado e ouvido na net (já há concertos em Inglaterra, pode ser que venham até cá no Verão).
Temos então mais um grupo teenager, dono de uma sonoridade indie claramente inspirada nos Gossip (a vocalista podia ser irmã) e, digo eu, nos Yeah Yeah Yeahs (embora uma ou outra musiquinha façam lembrar Cansei de Ser Sexy ou New Young Pony Club), com a curiosidade de utilizarem o violino nas canções que fazem.
Em destaque estão duas faixas viciantes, capazes de dar-nos nova alma, daquelas que fazem abanar o esqueleto sem que tivessemos reparado que o esqueleto começou a abanar (os mais recatados poderão ficar pelo bater do pezinho, mas o mais certo é começarem a sentir tremeliques perna acima).
Escutem Get What You Want e Leave it Alone e sintam-se capazes de enfrentar sem medos os dois dias que faltam até ao fim-de-semana.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Música do ano (?) para tornar mais felizes as segundas-feiras

Pois é, desta vez resolvi armar-me em inglês, não chegando ao ponto de dizer que descobri a next big thing, mas simplesmente para gritar aos sete ventos que descobri a música que, muito provavelmente, vai receber o título de "música que mais ouvi no ano da graça de 2008".
Chamam-se Those Dancing Days, vêm dos arrabaldes de Estocolmo, na Suécia, e são um grupo de cinco meninas responsáveis por uma canção intitulada Hitten e que, vejam bem, me fez sentir como se tivesse voltado a vestir calças de bombazina com joalheiras de napa.
Como se tivesse às costas aquela mochila pesada como tudo, rabiscada com o meu nome, o do Sporting e o das bandas que eu mais gostava.
Como se estivesse a comer sorvetes vendidos pelo Sr. Ervilha, que se derretiam queixo abaixo nas tardes de praia.
Como se tivesse marcado um golo em balizas cujas barras eram duas pedras empilhadas, ou tivesse acabado de apalpar o rabo a uma colega de escola (que depois, de mão em riste, vinha a correr atrás de mim naquela forma tão peculiar que grande maioria das raparigas tem de correr).
Acho até que voltei a sentir o cheiro de carne com massa e jardineira, libertado pelo refeitório da escola (e eu que não como carne há 4 ou 5 anos, já nem sei).
Vão ao myspace, vão ao youtube, vão onde quiserem mas, pelas alminhas, ouçam esta pop solarenga cantada por uma menina catita com um cabelo que parece o do Papu, o rapazinho que ilustrava os meus livros da primária (uma espécie de Tom Sawyer, mas com mais caracóis).
p.s. - o videoclip é do melhor que vi até hoje. Grandes planos, filmados com a câmara da felicidade. Depois não digam que eu não sou um gajo porreiro...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
os diários (ou como os tempos mudam)
Não me perguntem muito bem porquê, mas dei comigo a pensar nos diários.
Sim, há coisa de uns 20 anos, todas as miúdas escreviam diários.
Acho que começavam a escrevê-los praí aos 7 e eu, como grande parte dos rapazes, vivia entre a curiosidade de saber o que neles estava escrito e o pensamento primeira etapa de como te tornares um macho, "isso é coisa de meninas".
Hoje, cerca de 10 ou 12 anos depois das ditas miúdas terem deixado de escrever os seus diários, provavelmente depois de enraizarem o medo de os verem ser lidos por estranhos capazes de arrombar aquelas patéticas fechaduras, os diários deixaram de ser coisa de meninas.
E deixaram de chamar-se diários.
Chamam-se blogs.
As fechaduras são usernames.
As chaves são passwords.
E mesmo sem ter que arombar o que quer que seja, damos por nós a ler os diários uns dos outros.
Não sei se terá algo a ver, mas já repararam que os últimos seis ou sete (???) natais deixaram de ter aquele anúncio em que as meninas, cantarolando, pediam ao Pai Natal que lhes desse A Minha Agenda de presente?
Sim, há coisa de uns 20 anos, todas as miúdas escreviam diários.
Acho que começavam a escrevê-los praí aos 7 e eu, como grande parte dos rapazes, vivia entre a curiosidade de saber o que neles estava escrito e o pensamento primeira etapa de como te tornares um macho, "isso é coisa de meninas".
Hoje, cerca de 10 ou 12 anos depois das ditas miúdas terem deixado de escrever os seus diários, provavelmente depois de enraizarem o medo de os verem ser lidos por estranhos capazes de arrombar aquelas patéticas fechaduras, os diários deixaram de ser coisa de meninas.
E deixaram de chamar-se diários.
Chamam-se blogs.
As fechaduras são usernames.
As chaves são passwords.
E mesmo sem ter que arombar o que quer que seja, damos por nós a ler os diários uns dos outros.
Não sei se terá algo a ver, mas já repararam que os últimos seis ou sete (???) natais deixaram de ter aquele anúncio em que as meninas, cantarolando, pediam ao Pai Natal que lhes desse A Minha Agenda de presente?
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Um novo mito urbano
Por certo já ouviram falar de pessoas que desaparecem em lojas chinesas.
Em seringas infectadas que vão ao cinema, só para se espetarem nas nádegas de um pobre espectador que fica automaticamente condenado à morte.
Em garrafas de cerveja usadas em festas como recipientes para drogas que adormecem quem bebe, só as deixando acordar quando já lhes tiverem tirado um rim e a falangeta do indicador da mão direita.
Na mulher que foi parar ao hospital com um chip no estômago, depois de ter comido Pato Pequim, ou na mulher que, em Inglaterra, morreu trespassada por uma lança de urina congelada que tinha sido libertada por um avião.
No entanto, aposto que nunca ouviram falar do "cu-cu" que se houve após terem sido cantados... os parabéns. Claro que há certas condições que têm que conjugar-se para tal ser possível, nomeadamente serem colocadas 3 velas no bolo, sendo uma delas de cor diferente.
Isso aconteceu-me há dois dias, após termos cantado os parabéns à Cata. E não fui o único a ouvir, pois a partir desse momento eu, a minha mulher, Tânia, e o Adriano (na posse de todas as suas faculdades), perguntámos a todos os outros "cantores de parabéns" se tinham ouvido, ou mesmo feito, o "cu-cu".
Nada.
Ninguém ouviu.
Ninguém cucou.
Nós ouvimos.
Em seringas infectadas que vão ao cinema, só para se espetarem nas nádegas de um pobre espectador que fica automaticamente condenado à morte.
Em garrafas de cerveja usadas em festas como recipientes para drogas que adormecem quem bebe, só as deixando acordar quando já lhes tiverem tirado um rim e a falangeta do indicador da mão direita.
Na mulher que foi parar ao hospital com um chip no estômago, depois de ter comido Pato Pequim, ou na mulher que, em Inglaterra, morreu trespassada por uma lança de urina congelada que tinha sido libertada por um avião.
No entanto, aposto que nunca ouviram falar do "cu-cu" que se houve após terem sido cantados... os parabéns. Claro que há certas condições que têm que conjugar-se para tal ser possível, nomeadamente serem colocadas 3 velas no bolo, sendo uma delas de cor diferente.
Isso aconteceu-me há dois dias, após termos cantado os parabéns à Cata. E não fui o único a ouvir, pois a partir desse momento eu, a minha mulher, Tânia, e o Adriano (na posse de todas as suas faculdades), perguntámos a todos os outros "cantores de parabéns" se tinham ouvido, ou mesmo feito, o "cu-cu".
Nada.
Ninguém ouviu.
Ninguém cucou.
Nós ouvimos.
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