sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dulcynea

Estava eu na fila do supermercado, quando me dou conta do nome da rapariga da caixa.
Dulcynea.
Prontamente me lembrei da célebre Dulcineia, amada de Dom Quixote. Não, não sou profundo adepto desta personagem criada por Cervantes, mas imaginei esta rapariga ser surpreendida por uma espécie de cavaleiro pronto a mostrar-lhe estar disposto a tudo para defendê-la.

No fundo, tal como Dom Quixote fustigou moinhos de vento bradando aos sete ventos que estava a lutar com terríficos gigantes, imaginei um rapaz das entregas entrar por ali dentro, olhá-la nos olhos e dizer: "eu salvo-te, amada minha!"
E... zás! Vai de fazer em fanicos as malditas prateleiras, onde o exército das batatas lisas se havia secretamente amigado com o das batatas onduladas, num compadrinho doentio que tinha como objectivo final colocar no vermelho o colesterol da pobre Dulcynea.

Talvez um dia destes volte com mais notícias sobre Dulcynea e Dom Entregas.
Até lá, vou ali a baixo escavacar os tentáculos daqueles polvos alienígenas que este pessoal insiste em apelidar de torniquetes.