segunda-feira, 9 de junho de 2008

Para ti

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you

You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

Música "Story", de Brandi Carlile (a tal, do novo anúncio da Super Bock)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dulcynea

Estava eu na fila do supermercado, quando me dou conta do nome da rapariga da caixa.
Dulcynea.
Prontamente me lembrei da célebre Dulcineia, amada de Dom Quixote. Não, não sou profundo adepto desta personagem criada por Cervantes, mas imaginei esta rapariga ser surpreendida por uma espécie de cavaleiro pronto a mostrar-lhe estar disposto a tudo para defendê-la.

No fundo, tal como Dom Quixote fustigou moinhos de vento bradando aos sete ventos que estava a lutar com terríficos gigantes, imaginei um rapaz das entregas entrar por ali dentro, olhá-la nos olhos e dizer: "eu salvo-te, amada minha!"
E... zás! Vai de fazer em fanicos as malditas prateleiras, onde o exército das batatas lisas se havia secretamente amigado com o das batatas onduladas, num compadrinho doentio que tinha como objectivo final colocar no vermelho o colesterol da pobre Dulcynea.

Talvez um dia destes volte com mais notícias sobre Dulcynea e Dom Entregas.
Até lá, vou ali a baixo escavacar os tentáculos daqueles polvos alienígenas que este pessoal insiste em apelidar de torniquetes.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Perneta

Começou por olhar para mim com um ar desconfiado.
Passou um dia, passaram dois. Devem ter passado umas duas semanas. E mesmo que eu tivesse uma guloseima na mão, desafiava-me a atirá-la para perto dele.
Depois ficava a vê-lo virar-me as costas, naquele seu andar meio em frente meio de lado, como só um cão com três patas consegue fazer.
Quando estava sol, dormia de barriga para o ar, aproveitando a ausência da pata esquerda traseira para deixar correr a brisa (imaginava eu). E não precisava de levantar nenhuma para aliviar a bexiga.

Certo dia, assim sem mais nem menos, levantou-se e, meio em frente meio de lado, veio buscar o biscoito que eu tinha na mão. E pirou-se no mesmo estilo com que, um ou dois dias depois, me deixo fazer-lhe festas. Poucas, porque um gajo cão com apenas três patas nunca sabe quando uma qualquer besta com apenas duas se vai aproveitar do facto para lhe infernizar a vida.

Por esta altura, já eu lhe chamava Perneta sempre que o via, ao ponto de acreditar que ele já sabia que eu estava a falar com ele. Pelo menos ficava contente quando me via de manhã, abanando o rabo de uma forma que, por só ter três patas, dava ideia de o obrigar a abanar meio corpo. E eu ficava contente quando não o via à noite, principalmente nas noites frias ou de chuva, pois sabia que, na companhia do Magrinho, tinha encontrado sítio para se abrigar.

Há dois dias, entre lágrimas, a Tânia disse-me que o Perneta tinha sido encontrado morto, perto do cemitério que fica na zona onde vivo.
Eu respirei fundo e tentei estancar a água que lhe corria dos olhos.
Agora, todos os dias de manhã ao sair de casa, sou eu quem chora em silêncio. Rodeado por sem abrigo de quatro patas e sentindo a falta de um que apenas precisou de três para cativar-me.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Acabado de chegar de Alvalade

Vou ao Estádio desde os 9 anos de idade, apoiar o Sporting.
E se vos disser que não me recordo de, em 22 anos de bancada, ter visto uma coisa assim?
Faltam-me palavras nesta altura em que a minha cabeça é ainda um latejar de emoções.
Vou ficar-me por um obrigado a todos quantos me proporcionaram uma noite inesquecível.
E um obrigado especial à minha mulher, que depois de encaixar cinco batatinhas me deu uma tremenda lição de desportivismo (eu tenho desculpa. Sou futebolísticamente doente, ehehehe)

terça-feira, 15 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Viva o momento, Now!

Se eu mandasse, esta merda dava despedimento com justa causa...

Mail para a VODAFONE a pedir cancelamento do contrato.
Cancelamento de contrato- telefone 914504626
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles


RESPOSTA DA VODAFONE
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt
Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.
PS: Para dúvidas relacionadas com o serviço yorn o mail de apoio ao cliente é Heeellp@Yorn.net <mailto: Heeellp@Yorn.net> mailto:Heeellp@Yorn.net >>.


NOVO MAIL DO CLIENTE
Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Uma questão de bolhas II


Há quem goste de bebidas com gás. E há quem não goste.

Eu gosto. Muito.

Precisamente por gostar muito de bebidas com gás, várias vezes apelidadas de refrigerantes, é que me irrita solenemente que as pessoas não façam um esforço para tentar distinguir as coisas.

Não vou entrar numa discussão sobre qual a melhor, mas acho quase inacreditável alguém dizer-me que "Coca-Cola e Pepsi é a mesma coisa". Pior ainda, recuso-me a aceitar que, quando vou a um restaurante, peça Coca-Cola e me tragam Pepsi. É a mesma merda que pedir batatas fritas e trazerem-me batatas cozidas e salteadas em manteiga.

Como é fácil de entender, quando o empregado resolve ignorar que lhe pedi Coca-Cola e me traz uma Pepsi, o resultado é sempre o mesmo: "eu pedi-lhe Coca-Cola". Perfeito, perfeito, é quando a presunção do dito empregado o leva a trazer-me a garrafa já aberta, deixando-me a imaginar quem é que vai beber a maldita Pepsi (que quando regressar à cozinha já não deve ter gás).

Se todas as pessoas fizessem o mesmo, por certo todos os empregados fariam o que alguns já fazem: "Uma Coca-Cola, sff"; "Só temos Pepsi". E pronto, apesar de achar triste um estabelecimento apenas molhar gargantas à base de Pepsi, agradeço e escolho outra coisa.